30 de dez. de 2009

Tesouros da Juventude


Das minhas reminiscências de criança ficaram o pião - que considero mágico - e a irreverência que acho fundamental. Pra esses tesouros da minha juventude fiz o seguinte haikai:





Tesouros da Juventude

No fundo da gaveta de baixo
Guardei um pião, uma fieira
E um casal de macaco macho

1 de ago. de 2008

Avaliação de Iimpactos Ambientais em prosa e RIMA.

Um Haikai inspirado na Avaliação de Impactos Ambientais. Posto aqui em homenagem ao ex-minsitro Gilberto Gil que sempre tão bem uniu arte e tecnologia.



HaikAIA

RIMA pobre, AIA rica.
É o EIA ou é a rima?
EIA vai, o RIMA fica!


30 de abr. de 2008



O sacrossanto segredo do mar
Foi consagrado tesouro de peixe
Conchas e pérolas pra sereia brincar!

29 de abr. de 2008


"moinho de versos
movido a vento
em noites de boemia
vai vir o dia
quando tudo que eu diga
seja poesia"

Ave, Paulo Leminski!

28 de abr. de 2008

A maldição de Ciro Monteiro

Neste domingo, 27 de abril, o Maracanã e o Brasil presenciaram a maldição de Ciro Monteiro.

Para quem não sabe, Ciro Monteiro, nascido em 28 de maio de 1913 e falecido em 13 de junho de 1973, era um sambista nascido no Rio. A própria imagem do carioca gozador e brincalhão, mais preocupado em dar cores e sons à vida. Sua principal característica era utilizar uma caixa de fósforos para marcar o ritmo das canções, estivesse onde fosse. Nos estúdios, num programa rádio ou de TV.

Ficou conhecido também pelo apelido de “Formigão”. Uma figura pra lá de pitoresca.

Consta que ao nascer a primeira filha de Chico Buarque, Sílvia, Ciro, como fazia com todo amigo, mandou de presente para o neném uma camisa do Flamengo.

Ciro era flamenguista de 4 costados e quase todos sabem da paixão de Chico pelo futebol e de sua confessa predileção pelo tricolor carioca.

Em resposta à brincadeira o genial Chico Buarque me sai com esse samba:

Ilmo Sr. Ciro Monteiro ou Receita Pra Virar Casaca de Neném

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque

Amigo Ciro
Muito te admiro
O meu chapéu te tiro
Muito humildemente
Minha petiz
Agradece a camisa
Que lhe deste à guisa
De gentil presente
Mas caro nego
Um pano rubro-negro
É presente de grego
Não de um bom irmão
Nós separados
Nas arquibancadas
Temos sido tão chegados
Na desolação

Amigo velho
Amei o teu conselho
Amei o teu vermelho
Que é de tanto ardor
Mas quis o verde
Que te quero verde
É bom pra quem vai ter
De ser bom sofredor
Pintei de branco o teu preto
Ficando completo
O jogo da cor

Virei-lhe o listrado do peito
E nasceu desse jeito
Uma outra tricolor

Deixa estar que o ovo da serpente estava no ninho e Chico Buarque não perdia por esperar.

Seu querido neto, filho de Carlinhos Brown, é um fervoroso torcedor rubro-negro e fez o avô levá-lo ao Maracanã para assistir a primeira partida da decisão do campeonato carioca de 2008 entre Botafogo e Flamengo.

Com Direito à comemoração buarquiana na hora do gol de Obina.

Há quem diga: o que não se faz por um neto.

E eu diria: Teria o Chico se lembrado do Ciro nesta hora?

26 de abr. de 2008

Confessando, escrevinhando e desafinando.